
Uma acção, alguns caracteres, uma boa dose de boa e verdadeira verdade, são alguns ingredientes para uma amarga mudança. Uma distancia acentuada. Um afastamento doloroso. Uma dor aguda. Um arrepio na espinha.
Tenho as mãos frias e a cabeça confusa. Assim como o coração.
À 10 minutos atrás conseguia ter um raciocínio lógico, agora nada faz sentido. Dia após dia. Hora após hora. Uma tremenda baralhação. Escolho roupa de manha. À tarde volto a troca-la. Penteio o cabelo para o lado direito antes de ir para o trabalho. Saio do trabalho e puxo o cabelo para trás. Como um pão de deus ao lanche. Passado 15 minutos já me apetece vomita-lo. Estes são os primeiros passos para a loucura. Para a insanidade do espírito.
“Quem é o sortudo?” pergunta um amigo. Sortudo?! Não sei. Se chamas sorte ter uma louca, que no seu estado de loucura procura a fuga em vens do contacto directo, em vens da frontalidade e no fim ainda se sente interessada em ti. Então isso é sorte. Ou coragem para rir. Mas se me perguntares quem é a desgraçada, a infeliz. Aí te responderei alto e em bom som SOU EU! Tenho sempre tendência em andar por caminhos proibidos. Caminhos cheios de buracos, onde tenho a maior probabilidade de me estatelar no meio do chão. O pior é que nunca aprendo com as minhas quedas. Provavelmente tenho “queda” para dar quedas (LOL). Nasci para a queda! É esta a minha função.
Agora, no fim de 5 dedos de conversa, de esclarecimento, tudo volta ao normal? É uma pergunta pateta, eu sei. Também sei a resposta e é precisamente isso que me assusta. É claro que nada volta ao mesmo. Está mais que visto. Eu estraguei tudo. Como sempre o faço, aliás. Porque sou estúpida e parva.
A única coisa que tinha bem vincada era o não querer perder-te e acabei por te afastar. Afastei-te! Afastei-me! Não sei viver com isto. Não me sinto bem nesta posição. Quando te conheci já tinhas a tua via da feita, ou pelo menos já tinhas construído uma base e, eu, feita estúpida, intrometi-me. Armei-me em chica esperta e trau, toma lá morangos. Desculpa! Não te quero mesmo perder! Esta frase persiste na minha mente.
Tenho saudades das gargalhadas sem nexo quando as conversas puxavam a isso mesmo. Tenho saudades das nossa “novelas”. Tenho saudades das Bohemias desnecessárias. Tenho saudades…
Ao pensar nisto tudo, sinto uma mistura de “melencolia” com sentimento de culpa. Misturei tudo e acabei por estragar aquilo que era mais puro. Sinto-me mal. Se eu pudesse voltar a trás, ou fazer qualquer coisa para que tudo isto não se tivesse passado… Deixei-te confuso, baralhado. Ou não… Deixei-te estranho. Desculpa! Se eu pudesse fazer qualquer coisa para te ver normal. Normal não só comigo. Normal no geral. Porra, DESCULPA! Não te quero perder nunca! Nunca!
Segundo zUm