sexta-feira, agosto 18, 2006

Tranca a porta e apaga as luzes...



Para encontrar a minha explicação para determinados acontecimentos da vida tenho que primeiro penar pelo calvário… são sempre actos solitários… vazios! Dói-me sempre muito a perda, o final de qualquer relação. Acho que não consigo muito bem acreditar em mim… e nos motivos que me conduziram até àquela queda. Tenho que ir ao mais negro que há em mim, e tudo o que existe brota… o lado mais lunar… mais sombrio.

E, esse acompanhou-me durante alguns tempos. Como também acompanhou a minha certeza no engano. Não em ti e naquilo que és, ou eras na minha vida, mas sim incrédula por ter acreditado tanto. Incrédula por me aperceber que eu me enganei tanto. A tua verdade é como tu és. E talvez fosse eu que não visse que a tua verdade foi para mim e durante algum tempo a mentira verdadeira mais bem contada.

Agora encontrei a paz. A minha paz… a de estar e ser na vida… sem enganos, sem falsidades. Não gosto de me ver envolvida em pegajosas mentiras.

Gosto da claridade em tudo… como estão comigo na vida e como são comigo! Só dessa maneira poderei amar alguém. Quando essa pequena coisa que é tanto para mim, falha, deixo de acreditar, em tudo, até mesmo naquilo em que acredito, tenho que descer ao inferno, apago o calor com as lágrimas, mas volto.

Depois de ter encontrado muitas explicações não só racionais como também de coração, o que mais tempo leva a curar é o facto de ter acreditado. O processo mais doloroso é comigo mesma… e com a minha ingenuidade.

Sinceramente, acredito que a verdade dói, pelo menos para ti! E, eu nunca vou deixar de ser aquilo que sou! Verdadeira, sincera…

A aposta era alta…perdemos! Eu por acreditar numa mentira, numa ilusão e tu por me fazeres acreditar que essa era a realidade!

E, agora que tranquei as portas e perdi a chave… a vida espreita, lá fora! Eu estou de volta…
By Primeiro Zum